Mário Gabriel Martins de Cruz
27 de mai. de 2026, 05:41:05
Essa prova foi uma viagem no tempo! 😄 Os aromas terciários de estopa e madeira de sândalo surgiram primeiro, quase como entrar num sótão antigo cheio de tecidos velhos. Depois, veio um frescor inesperado de mentol e resina de pinheiro que limpou tudo. Na boca, a textura era incrivelmente oleosa e concentrada, quase untuosa. Lembrou-me o sabor do manteiga salgada derretida no pão quente, misturado com notas defumadas de chás e até um toque quase carnudo, tipo torresmo de porco frito. Com o tempo e um pouquinho de água, abriu-se mais. Apareceram nuances de conchas marinhas, uma salinidade parecida com flor de sal rosa, e um final longo com um leve amargor herbal, quase como um enxaguante bucal natural. O toque de tinta e o brilho do ouro no copo davam um ar artístico. A evolução na taça foi fascinante! O que parecia denso e resinoso ficou mais jovem e vibrante, com uma acidez cítrica que lembrava limão e algo salino, como uma bebida fermentada antiga. Fiquei a saborear os resquícios de fumaça e ervas picadas por um bom tempo. ✨




















