Bianca Iris Sousa Silva Pacheco
27 de mai. de 2026, 08:17:41
Que copo interessante... A cor é um dourado pálido, quase tímido. No nariz, deixa-me um bocado nervoso no início, com uma fragrância algo reservada. Mas depois aparecem uns doces pêssegos e greengages, com um toque fresco de limão-capim e até uma pontinha de ruibarbo. Há algo de giz e argila ali no fundo, terroso. Ao beber, o espírito não é o mais expressivo do mundo, tem razão. Mas tem redondeza, acredito que da madeira de bourbon. Acompanha uns toques de cardamomo e hortelã, e depois vem uma madeira ácida surpreendente que se mistura com pimentão verde. Há também uma recordação de baunilha natural e um xarope de agave muito leve. No final, uma acidez refrescante que me lembra um cognac jovem, uns 10 anos talvez. No global, é impecável, mas de forma discreta. São 25 anos numa madeira tímida que deu boas surpresas. 🤔 É daqueles que se bebe calmamente, descobrindo camadas...




















