Salomé Bruna Matias de Antunes
27 de mai. de 2026, 05:55:17
Ah, esta whisky... que começo elegante, com madeira de xerez a apoiar suavemente. Sabe a um coquetel herbal com amargor complexo, pimenta negra e aquele toque de curd de lima. A profundidade das sabores vai-se abrindo, mais seca à medida que avanço, recordando-me do pu-erh tea e do chá preto. Os temperos de madeira são suaves, mas há um toque espinhoso, quase picante. A seguir aparecem toques de couro e cânfora, misturados com amargos de ervas medicinais. Agora mais café, de pano de saco, e a complexidade evolui muito bem. Pralinês, amêndoas, cor âmbar... um arrosto balsâmico. Liqueur de noz verde, bolo de café, café preto forte. Azeitonas pretas e nozes, tudo isto em madeira de xerez de topo. Textura sedosa, muito aveludada, com avelãs do Brasil e castanhas de Pará. Uma joia. Os amargos de coquetel variados misturam-se com pães, e lembra-me um Irish coffee com creme, ou um Calvados muito envelhecido. Um café latte agora, com um toque de missō, ligeiramente mais amargo. Estragão, chocolate escuro aveludado, chocolate amargo e escuro. Toques de couro, cogumelos selvagens secos, sabores salgados, ervas secas e carnes de caça curadas... uma coroa final impressionante. 🍂















