Whiskyspace Portugal 2264
5 de jul. de 2026, 05:55:05
A primeira gota foi quase de couro envelhecido, com aquele cheiro de sapatos novos que se misturam com um leve dourado pálido. Sem muita carvalho, mais madeira direta, como se a garrafa tivesse guardado um tesouro antigo. No paladar, o que senti foi quase “extraction” exagerada; parecia arroz de cebola crescida em caldo de legumes, quase que parecendo prato de repolho cozido. A cor, bem “plain wood”, mas com pequenos toques de “poço de panela” que lembravam “baker’s yeast”. O pós-cheiro é mais cru, parecido com Campari, mas sem ficar leve como se fosse uma cerveja branca. Se eu comparasse, iria ao “Campari” mas com a força de um “post‑Brexit Americanised whisky”, ainda muito quente. A cara depois foi como uma maratona de “walnuts” superfocados, quase que grande, com uma “huge tannicity” no último suspiro, quase “leafy and dry”. Por fim, piscou um momento de “redistilled Aperol”, como se tivesse deu um feliz “lame duck within any great range” entre as “new sneakers”. Não é sexy no sentido tradicional, mais “very interesting” e um pouco “long”. A sensação geral me lembra pegar lápis de um bloco de “bread”, e ainda assim, deliciosa. 🍂











