
Whiskyspace Portugal 1942
24 de jun. de 2026, 15:07:51
Que coisa mais louca… logo no primeiro gole sinto aquele toque a azeitona, como se alguém tivesse passado um dedo de óleo de oliva na língua. Depois vem umas notas cítricas de limão, mas não é aquele limão ácido, é mais como se tivesse espremido uma casca fina, sabe?
O fumo está ali, mas não é agressivo, parece que o carvalho americano engoliu tudo, até as cinzas. E quando respiro fundo, lembro-me logo de umas vieiras com molho de limão e hortelã, ou então de umas vieiras em terrine com um toque de tinta de lula… que coisa fina!
Depois aparece umas notas doces, como se alguém tivesse feito um pudim de baunilha com umas gotas de leite de amêndoa. E os bananas? Sim, bananas maduras, mas não aquelas verdes, são mais como umas bananas assadas com umas especiarias.
O fumo do chá Earl Grey invade tudo, mas não é enjoativo, é como se alguém tivesse deixado um saquinho de chá a flutuar no copo. E depois… holy smokes! Um pacote inteiro de pastilhas de alcaçuz a explodir na boca, mas de forma equilibrada, como se fosse um doce que não se consegue largar.
A textura é macia, quase como um creme, mas com aquele toque de sal que lembra o mar. E o final? Longo, muito longo, como se a onda do mar fosse chegando devagarinho e depois se afastasse.
Se meter água a mais, estraga tudo… é melhor deixar como está, mesmo que fique um bocadinho espesso. É daqueles que se saboreia devagar, como um livro bom que não se quer acabar. 🍃