
Verónica Maia Figueiredo
25 de mai. de 2026, 16:30:43
Ai, que dramático este copo… desde o início sinto uma onda de cânfora e eucalipto, quase medicinal, como um unguento antigo.
Na boca é gordo, bem untuoso, cheio de ceras e um toque de parafina, tipo uma abelha trabalhando. Há um fundo quase sujo, fumado, como pó de carvão ou pó de betão numa cave velha. Depois surgem notas de presunto, tomilho, e aquele amanteigado queimado do butterscotch.
O incrível é o citrino que rebenta no meio disto tudo — laranja, grainhas de uva, um brilho dourado, óleo de linhaça e grafite. É perfeitamente ceroso e mineral, com aquela sensação de giz molhado e argila. Para mim, lembra muito a alma dos Highlands do Norte, com um toque de lamparina aceso. Longo, complexo, cheio de óleos essenciais. Coisa brilhante 🍊🕯️