Laura Valente de Domingues
27 de mai. de 2026, 07:31:36
Este whisky é mesmo muito educado, quase como um velho amigo que chega com gentileza. A mistura de maltes cheira bem logo à partida, traz logo à memória aquele mercado de especiarias no oriente, sabe? E depois, com o tempo no copo, aparece cada vez mais aquele ruibarbo cozido, doce e ácido ao mesmo tempo. Notas de damascos estufados misturam-se com um toque de bolo de manteiga — quase como um pudim! — e um fio de xarope de ácer. O carácter do famoso Highlander nota-se bem, mas sem exageros, com uma untuosidade leve, quase como manteiga suave. Frutas como cerejas Morello e laranjas dão frescura, e volta o ruibarbo, desta vez mais presente. Depois lembro-me de baklavas, por causa das camadas de sabor doce e de textura. Os 43% vol. ficam bem, dão corpo sem agredir. Não há madeira nova a dominar, só uns toques delicados de cereja no final. A cor, um dourado pálido, convida logo a beber. 🥃



























