Joana Maria Leal Sousa
27 de mai. de 2026, 07:10:58
Olhei para o copo, aquele dourado pálido, e logo me veio à mente um vinho branco antigo. Quase um vinho, na verdade. No nariz, umas notas doces de banana esmagada, mas nada exagerado. Depois, manteiga cozida e aquele aroma a nozes torradas... havia também um toque de folhas frescas, e uma lembrança estranha de cartão, mas de uma forma quase charmosa. Ao provar, achei uma garra que não é nada frágil. Tem a restrição de um bom Meursault dos anos 80. Frutas passadas demais, como maçãs e principalmente greengages em conserva, muitas mesmos. Um leve frescor de verbena no final. O final é médio, discretamente amanteigado, com um sussurro de pralinê. Fica um pouco na memória, sem gritar nada. Agradável. 🥃




















