
Whiskyspace Portugal 1792
23 de jun. de 2026, 15:52:37
Ah, este foi um daqueles que te faz esquecer o tempo... 🍷
Primeiro, esse cheiro de chocolate Van Houten derretido, tipo o que a minha avó fazia no forno, mas com um toque de terra molhada depois da chuva. E o mel de castanha, espesso, grudento, como se tivesse sido colhido num dia quente de verão... mas não, não é mel qualquer, é mel que já tem anos, com um sabor que parece que vem de longe, de algum lugar onde os castanheiros são gigantes.
A primeira goleada é como se estivesse a beber um café forte, mas não é café, é algo mais profundo, medicinal, como uma infusão que a minha mãe fazia quando eu estava doente. E de repente, lá está ele: o tar, esse cheiro a carvão quente, como se tivesses acendido uma fogueira no quintal. Mas não é só isso, é uma mistura de tudo, como se tivesses misturado um chocolate ganache com umas gotas de licor de laranja, e depois deixado envelhecer num barril de carvalho que já viu muitas vidas.
E o final... uau! 😮💨
Fica na boca como se tivesses deixado cair uns bolinhos de manteiga do milionário no fundo de um poço, e depois de uns minutos, ainda sentes o sabor das framboesas cozidas, como se tivesses comido um doce de infância, mas agora com uma complexidade que não esperavas. É como se o whisky estivesse a flertar com os limites do que é possível, como se dissesse: "Vem cá, prova isto, é um milagre."
E depois, quando já estás a pensar que acabou, lá vem mais um pouco de terra, de cogumelos secos, e esse toque de menta que parece que caiu lá de cima, como se tivesses comido uns pastéis de menta depois de um dia inteiro a beber. É louco, é assim que os velhos bourbons bons são: não são só um gole, são uma viagem.