Margarida Coelho de Gaspar
25 de mai. de 2026, 14:41:14
Peguei num copinho, daqueles de licor de coco mesmo, e o líquido é dourado clarinho, fininho, quase como um chá verde muito leve. Cheira-me a gotas de fruta, um aroma que lembra limoncello, mas sem exageros — é um rum leve, com uma acidez que me faz pensar num copo de sauvignon blanc. Na boca entra magro, com uma frescura estranha de aipo-rábano e nabo cru. Não é desagradável, tem uma leveza que não se torna insuportável — aliás, vai ganhando complexidade devagarinho, como se estivesse a descobrir camadas aos poucos. O final deixa um travo cítrico, quase de limão cristalizado, que dura uns segundos e depois se desfaz. É daquelas coisas que começa simples e depois revela-se mais conversadora.




















