Whiskyspace Portugal 1352
2 de jun. de 2026, 21:17:53
Ao destapar a garrafa, aquele aroma intenso de cera de abelha e polidor de móveis velhos já salta logo ao nariz. Lembra-me um armário antigo na casa da minha avó, com aquele cheiro a madeira encerada e um toque quase medicinal. No palato, textura oleosa que cola na língua, com uma doçura de geleia de marmelo e frutas cristalizadas, mas cortada por um amargor herbal como extratos botânicos e resina de pinho. O final é longo, quase austero, com notas de breu e tecidos industriais, deixando um sabor residual que me faz pensar em velhos baús com roupa de linho encerado. É um whisky de força direta e personalidade marcante, como se viesse de outra época – ceroso, herbal, um pouco terroso e com aquela elegância rústica que hoje quase não se encontra. Dá vontade de tomar devagar, imaginando paisagens altas e frias.











