
João Hugo Sá Pinto
27 de mai. de 2026, 05:42:14
Senti logo no nariz uma mistura intrigante de água de rosas com um toque de cânfora, tipo aquelas pomadas antigas. Depois abriu-se num cera de abelha e resina de pinheiro, quase como verniz de móveis... que delícia.
Tem um corpo oleoso, textura de cera derretida, mas com um grau alcoólico modesto que não queima. O sabor lembra-me geleia de marmelo e extratos herbais amargos, com algo industrial que me escapa... lona talvez?
A cor dourada no copo é linda, brilha mesmo. Parece um whisky de outro tempo, daqueles antigos de Highland que já quase não existem. Madeira presente mas contida, quase cinza nos toques finais. Aquece agradavelmente, com uma personalidade forte e direta... profundo demais! Quase como sentir a textura de tecido áspero contra a pele.