Whiskyspace Portugal 2148
28 de jun. de 2026, 10:55:39
Acho que começa com um toque de chá de camomila, tipo um perfume de porão de cavalos, depois surge aquele estranhamento de manteiga de mel e um leve perfume de óleo de oliva. Na boca, há um queixo de pimenta verde que não quer calar, como se estivesse a cortar o ar, e logo vem um cascarão de tomate seco, tipo um giz de cozinha de uma colheita antiga. É quase como se estivesse a passear num jardim de ervas secas, com um pepino de pepitas de nozes, e a cor verde‑fruta toma o centro do palco. Depois vem um chocolate cremoso, mas sem exageros, e um breu de cera que envolve tudo num abraço quente. Quando a última gota cai, há um sussurro de medicina que deixa o fundo de um vinho antigo, lembrando um Sauternes antigo. Sabe, é como se fosse o último chapéu de um velho guarda‑roupa, um adeus elegante, mas com aquela extração que deixa numa figura de hospital. 😉











