Catarina Victória Miranda Cruz Barbosa
27 de mai. de 2026, 03:36:22
Depois de um dia longo e exaustivo, abro uma garrafa com uma cor vermelho-mogno escuro. O aroma traz logo um velho monstro de Xerez, fumado de cachimbo e tabaco escuro. À primeira nota, sinto um licor espesso de noz, quase como um chocolate escuro derretido com cascas de laranja candificada — tipo aquelas orangettes belgas 🍫. No palato, uma explosão de geléia de amora e cítricos, com um toque terroso, quase fúngico, que me lembra cogumelos frescos. O final é longo, com regusto de alcaçuz achocolatado e uma acidez suave de limões. É massivo, quase como provar um licor de chocolate com uma pata de presunto ibérico esfregada no copo 🥃. A textura é densa, envolvente... estou a adorar esta sensação de humus úmido depois de uma semana corrida.
















