Constança Mónica Jesus Garcia
27 de mai. de 2026, 03:20:46
Cor rubi/mogno escuro, já de cara faz lembrar uns xaropes antigos. Encontrei madeira de tuia e sherry moderno bem punchy logo no aroma. Os taninos são robustos, quase brutais, com toques de couro e azeitonas pretas em tapenade. Tem uma nota estranha de Bovril e anis, misturada com grafite e resinas de madeira dura. Na boca, espresso e chocolate amargo bem marcante, quase um licor de cereja tipo pastilha. Final longo, tânico e herbal, com sensação de calor e pimenta-preta. Demasiado punchy para mim, achei a madeira um pouco monolítica no conjunto. Lembrou-me uns Fernet Branca dos anos 50, com café preto e compotas escuras.

