Ângela Marta Coelho Reis
27 de mai. de 2026, 05:25:20
Meu, experimentei hoje um whisky que me deixou a pensar em coisas marítimas logo à primeira vista. 🥃 Cor dourada clara, quase pálida. No aroma, vinha logo uma brisa de água do salgada, fumado defumado e limpo... mas havia qualquer coisa de fumo de carvão, um cheiro a alcatrão que se misturava com azeitonas verdes. Lembrei-me daquele cheiro a plástico queimado de certos rons caros, mas aqui era mais... limpo? Curioso. Ao beber, ui! Uma potência imensa, quase como beber gasolina pura de tão intensa, mas de uma maneira estranha que não desagradava. Vinha uma onda de sabor a oliveira, azeitonas esmagadas, e uma salinidade brutal, como água do mar concentrada. Havia também um toque medicinal, tipo aqueles xaropes antigos ou pomadas, e até um cheiro a quintal de campo, feno e um bocadinho de estrume... não soa bem, mas combinava! 😅 O final era longo, com um fumado mais fundo que aparecia, e deixava uma lembrança a carvão e a peixe defumado. Com um bocadinho de água, abriu-se ainda mais, mostrando mais gordura e complexidade. Ficou a parecer uma mistura louca de mar, quintal, hospital e fogueira. Adorei a loucura disso.















