Letícia Érika Ramos Barbosa Fernandes
27 de mai. de 2026, 05:45:13
Esta cor âmbar lembra-me um chá preto envelhecido 🍵 O primeiro choque no nariz é uma explosão de casca de laranja amarga e marmelada, depois vêm os tons herbais, quase como um elixir de ervas que bebes quando estás resfriado. Ao provar, noto logo a influência do carvalho — aquele tanino fino de carvalho francês, misturado com algo que me faz lembrar a adega do meu avô, com notas de frutos secos e um leve toque de couro. Há também uma doçura subtil, quase como o açúcar Demerara, mas rapidamente cortada por um amargor cítrico de gotas de limão e uma ponta de chá verde. No fundo, fica um leve retrogosto de tabaco de cachimbo e ameixas secas, que se prolonga mesmo depois de engolir. Curiosamente, lembr-me um pouco do perfume de serralha e de uma infusão de rosa mosqueta, com uma textura cremosa que faz pensar numa papária refinada. Não sei explicar, mas há algo de “muito alto” neste whisky, como se todos os sabores quisessem falar ao mesmo tempo 😅







