Telmo Sá
27 de mai. de 2026, 07:16:47
Aqui a cor já é um lindo âmbar escuro, quase remete a combustível velho de garagem, mas de forma estranha e atraente. Quando cheiro, sinto logo aquele perfume seco de xerez e um fumado que lembra castanhas assadas, mas com um toque de naftalina e pneu quente... tipo uma estação de serviço antiga depois da chuva. No palato, é seco e vibrante, com uma ponta salgada que dá vontade de beber mais. A sensação é pesada, cheia, com um retrogosto de nozes torradas e um amargor herbal, quase de aipo ou mostarda, que demora muito a desaparecer. A textura oleosa faz lembrar veludo, e o final é longo, com um aceno de picância e uma reminiscência de gasolina... mas de uma maneira boa, sabe? Um whisky que mexe com a memória.

