Henrique Igor Rodrigues
27 de mai. de 2026, 07:44:19
Puxa, este whisky tem um nariz bem poético... logo à partida apanha-me com cheiro a bolas de naftalina e uma pontinha de tinta fresca, quase como quando abro um caixa velha. Depois desabrocha para umas notas de fruta cristalizada e quase sinto um toque de borracha — estranho, mas interessante, como se estivesse a folhear um livro antigo guardado num armário. A meio, ganha corpo com uma avalanche de chocolate, daquele bem intenso, quase em barra. Vem ainda um sabor a bolo de noz, com um fundo de moedas antigas e até um fiozinho de ouro. A lavanda está ali ao fundo, como uns doces que a minha avó guardava, delicada mas presente. O final é longo, com um travo metálico — lembrando um objeto de ferro, talvez uma pistola antiga? — e mais castanhas. Assemelha-se a alguns whiskies dos anos 80 que já provei, só que este tem algo de especial... não é perfeito, mas tem alma. Tem um toque manzanilha e cera, algo um bocado incomum mas cativante. Ah, e se bebo mais um trago... sim, há muito chocolate, mesmo muito, e algo patchouli no aroma. Fascinante e diferente dos habituais. Gostei 😊















